Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina
C O M O C O L E C I O N A R
C A R T O F I L I A
- Introdução
- Histórico (Nesta página)
- Como colecionar
- Formas de expor
- Estimativa de dispêndios
- Recomendações finais
Histórico
Os primeiros cartões-postais emitidos eram de monopólio oficial dos Correios e
já vinha pré-selados. Hoje, tais cartões são denominados inteiros postais.
Com o decorrer dos anos, os Correios de diversos países passaram a autorizar as indústrias a imprimirem
cartões-postais, que circulavam somente depois de devidamente selados no valor do porte fixado.
O primeiro cartão-postal foi emitido no século XIX e existem versões diferentes sobre a sua
invenção: Uma delas é a de que o norte-americano H. L. Lipman, que juntamente com J. P. Charlton, veio
a patentear, em 17 de dezembro de 1861, o chamado "Lipman's Postal Card". Entretanto não são conhecidos
exemplares deste cartão de antes do início da década seguinte;
Outra versão diz que o diretor dos Correios da Confederação da Alemanha do Norte, Heinrich Von
Stephan, teria lançado a idéia e a sugestão na Conferência Postal Germano-Austríaca, realizada em
Karlsruhe em 1865;
Por fim, Emmanuel Hermann, professor de Economia Política, da Academia Militar Wiener Neustadt, no
Império Austro-húngaro que, em carta publicada no Die Neue Freie Presse, de 29 de janeiro de 1869,
propôs a adoção do cartão-postal salientando a conveniência do uso de cartas mais simples, que
aliassem o baixo custo à simplicidade, o que poderia ser obtido com a supressão do envelope. De
Marly, Diretor da Administração dos Correios da Áustria, aceitou a idéia e, oito meses depois,
em 1º de outubro de 1869, foi lançado para venda o primeiro cartão-postal do mundo - Correspondenz
Karte, escrito em cor negra sobre cartão creme, levando impresso um selo de 2 Neukreuzer. Não
apresentava gravura, apenas as armas imperiais, sendo uma das faces destinada à mensagem e
outra ao endereço.
O Brasil instituiu o inteiro postal pelo Decreto nº 7695, de 28 de abril de 1880, proposto pelo
Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, conselheiro Manuel Buarque de Macedo.
"Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece
o uso dos bilhetes postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás
houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber; os bilhetes postais são de
intuitiva utilidade para a correspondência particular, e, longe de restringir o número de cartas,
como poderá parecer, verifica-se, ao contrário que um dos seus efeitos é aumentá-lo."
Na ocasião ocupava a Direção da Repartição dos Correios, Luís Plínio de Oliveira, nomeado para o
cargo em 1865, depois de ter publicado, três anos antes, o "Relatório sobre a Organização dos
Correios da Inglaterra e França".
Mas aos inteiros postais emitidos com exclusividade pelos Correios vieram somar-se os cartões-postais
produzidos pela iniciativa privada, o que foi obtido no Brasil através da Lei nº 640, de 14 de novembro
de 1899. O cartão-postal com tal propósito obteve novas dimensões: houve uma explosão de beleza, nas
cores vivas das primeiras cromolitografias, nas concepções dos artistas (e dos mais famosos) chamados
a ilustrá-los. O desenvolvimento da fotografia colaborou para que fossem reproduzidas paisagens,
inclusive urbanas. Ao mesmo tempo, o próprio cartão-postal ganhou outra finalidade: de meio de
correspondência passou a ser avidamente disputado e guardado como objeto de colecionismo.
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